O prefeito de Belém, Igor Normando, assinou a ordem de serviço que autoriza o reinício imediato das obras de macrodrenagem e reurbanização do canal Mata Fome. O projeto, que havia sido prometido e planejado para o pacote de intervenções da COP 30, acabou paralisado, gerando insatisfação na comunidade. Agora, com uma nova licitação, os trabalhos serão executados por etapas.
A retomada traz alívio e expectativa para mais de 150 mil moradores dos bairros Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente, que historicamente sofrem com a falta de saneamento e infraestrutura.
Execução em etapas e melhorias previstas
O principal objetivo do projeto é combater os alagamentos crônicos na região da bacia do Mata Fome. Para garantir a viabilidade financeira e técnica, a prefeitura estruturou o cronograma em fases, com financiamento internacional do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
- Primeira Fase (Em andamento): Foco na microdrenagem, pavimentação e urbanização de 17 ruas da área (com planejamento de expandir gradualmente para mais de 40 vias).
- Segunda Fase (Prevista até o final do ano): Início efetivo da macrodrenagem do canal e início da construção de um parque linear e um parque popular.
- Modelo Ecológico: A recuperação do igarapé será feita de forma sustentável, mantendo o leito natural e sem a utilização de canalização de concreto.
Além das melhorias ambientais e viárias, o plano prevê impacto social de longo prazo, incluindo a entrega de novas unidades habitacionais, espaços comerciais e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atender a população local.
Moradores cobram transparência e assistência no reassentamento
Embora a comunidade receba a notícia com otimismo, o clima também é de atenção. A maior preocupação dos moradores gira em torno das famílias que vivem em áreas de risco às margens do canal e que precisarão ser removidas.
A prefeitura informou que todo o processo de desocupação será coordenado pelo Plano Específico de Reassentamento (PER), assegurando auxílio e habitação digna aos afetados.
Voz da Comunidade: Lideranças locais reforçam a necessidade de um canal aberto com o município. “Precisamos de transparência para que todos saibam o que está acontecendo. As vidas das pessoas dependem disso”, alertou um morador da área, cobrando cronogramas claros e diálogo constante por parte da gestão pública.




