
O grande foco de Brasília hoje foi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF, enfrentou uma sabatina de mais de cinco horas. O atual Advogado-Geral da União adotou um tom conciliador, tentando reduzir as resistências da bancada de oposição e dos setores evangélicos.
Os pontos principais da sabatina:
- Postura Judicial: Messias defendeu a “autocontenção” do Supremo, afirmando que o Judiciário não deve ser o protagonista político, mas sim um garantidor residual de direitos.
- Temas Sensíveis: Questionado sobre o aborto, declarou ser pessoalmente contra, mas ressaltou que o Estado é laico. Sobre o 8 de janeiro, esclareceu que sua atuação na AGU foi técnica e focada na preservação do patrimônio público.
- Momento de Emoção: O indicado chegou a pedir um lenço ao se emocionar ao falar de sua trajetória, vindo do Nordeste, e de seus pais.
A estratégia parece ter funcionado para acalmar os ânimos, embora a oposição, liderada por nomes como Flávio Bolsonaro, ainda prometa uma votação apertada no plenário. Para ser aprovado, Messias precisa de 41 votos entre os 81 senadores.




