Arquivo de Política - Tudo Tal News https://tudotalnews.com.br/category/politica/ A informação completa, no tempo certo. Wed, 20 May 2026 20:18:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://tudotalnews.com.br/wp-content/uploads/2026/04/cropped-cropped-LOGO-TUDO-TAL-NEWS-BRANCA-50X50-32x32.png Arquivo de Política - Tudo Tal News https://tudotalnews.com.br/category/politica/ 32 32 Câmara aprova minirreforma eleitoral que prevê mudanças na prestação de contas dos partidos https://tudotalnews.com.br/2026/05/20/camara-aprova-minirreforma-eleitoral-que-preve-mudancas-na-prestacao-de-contas-dos-partidos/ https://tudotalnews.com.br/2026/05/20/camara-aprova-minirreforma-eleitoral-que-preve-mudancas-na-prestacao-de-contas-dos-partidos/#respond Wed, 20 May 2026 20:18:29 +0000 https://tudotalnews.com.br/?p=239 A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que limita as multas eleitorais por contas desaprovadas de partidos ou candidatos a R$ 30 mil, impede o penhor de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) por qualquer motivo e permite ao candidato disparar mensagens com propaganda eleitoral de forma […]

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que limita as multas eleitorais por contas desaprovadas de partidos ou candidatos a R$ 30 mil, impede o penhor de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) por qualquer motivo e permite ao candidato disparar mensagens com propaganda eleitoral de forma automatizada para telefones previamente cadastrados.

De autoria do deputado Pedro Lucas (União-MA) e outros, o Projeto de Lei 4822/25 foi aprovado com um substitutivo do deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP) e será enviado ao Senado.

O projeto permite a partidos políticos, mandatários e candidatos registrar junto à Justiça Eleitoral um número de telefone celular oficial para o envio de mensagens de propaganda eleitoral e partidária aos eleitores.

O texto proíbe o bloqueio desse número pelos provedores de serviços de mensagens eletrônicas (SMS, p. ex.) e instantâneas (Whatsapp, p. ex.), salvo em caso de ordem judicial.

No entanto, os provedores de serviços de mensageria instantânea deverão disponibilizar mecanismos que permitam aos usuários a opção de descadastramento do recebimento dessas mensagens.

As mensagens enviadas por meio desses números cadastrados e destinadas a pessoas previamente cadastradas não serão consideradas como disparo em massa, mesmo se o envio ocorrer por meio de sistemas automatizados ou bots.

Penhora
Segundo o texto, o juiz de ações apresentadas por fornecedores de produtos e serviços a partidos políticos ou candidatos por falta de pagamento não poderá penhorar ou bloquear os recursos desses fundos.

A proibição vale inclusive para ações trabalhistas ou penais, com ressalva para os casos de dinheiro utilizado em fim diverso do permitido quando constatado pela Justiça Eleitoral.

O juiz que decretar essa penhora ou garantia será enquadrado no crime de abuso de autoridade e os atos praticados por órgãos estaduais, distrital, municipais ou zonais não implicam quaisquer punições ao órgão nacional do respectivo partido.

Nesse sentido, em nenhuma hipótese a Justiça Eleitoral, a União ou qualquer órgão da administração pública poderá realizar descontos, bloqueios ou retenções automáticas nos repasses desses fundos destinados aos órgãos nacionais dos partidos políticos para quitar débitos, multas, devoluções ou sanções impostas a órgãos partidários inferiores.

No entanto, a autonomia partidária remete ao diretório nacional a atribuição de decidir como o dinheiro é subdividido entre as estruturas do partido.

Apesar disso, o texto reforça que as despesas realizadas por órgãos partidários estaduais, distrital, municipais ou zonais devem ser assumidas e pagas exclusivamente pela esfera partidária correspondente, nunca recaindo sobre órgãos hierarquicamente superiores, salvo acordo expresso firmado com o diretório nacional.

Essa separação introduz na lei decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 31, concluída em 2021.

Todas as mudanças são feitas na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e serão aplicáveis imediatamente, inclusive a processos em curso que ainda não tenham transitado em julgado.

Limite de multa
Atualmente, a lei prevê multa de 20% sobre valores desaprovados na prestação de contas e o projeto limita essa multa a R$ 30 mil.

A forma de pagamento da multa e do valor utilizado irregularmente também muda. Em vez de o valor ser quitado em até 12 meses, com retenção de um máximo de 50% da cota do Fundo Partidário, o débito total passa a ser executado a partir do ano seguinte ao do trânsito em julgado da prestação de contas e parcelado em até 180 meses, isso se este ano não for ano eleitoral.

Já o prazo para julgamento da prestação de contas passa de cinco para três anos e terá caráter administrativo em vez do caráter jurisdicional de hoje. Isso permitirá entrar com nova ação questionando o exame da prestação de contas. Passado o prazo sem julgamento, o processo será extinto por prescrição.

Independentemente de o início do pagamento começar ou não em um semestre eleitoral, nesse período do ano de eleições não haverá, em nenhuma hipótese, sanção de suspensão de repasse de cotas desses fundos citados ou desconto de valores a título de devolução por condenações em exercícios anteriores ou mesmo suspensão de órgãos partidários, ainda que por ausência de prestação de contas.

A reprovação da prestação de contas do partido não poderá implicar sanção que o impeça de participar do pleito eleitoral e uma eventual sanção de suspensão de repasses por reprovação deve ser aplicada somente após o seu trânsito em julgado.

Limite de suspensão
O PL 4482/25 também limita a cinco anos a sanção de suspensão de repasses de recursos do Fundo Partidário ou a sanção de suspensão do órgão partidário, prazo contado da decisão final. Depois desse tempo, o órgão deverá ser automaticamente reativado e estar apto a receber recursos.

Esse prazo valerá inclusive para os casos em andamento.

Em todo caso, quando o partido apresentar prestação de contas pendente que tenha provocado suspensão de repasse de cotas essa sanção será imediatamente suspensa, mesmo antes do julgamento.

Ajuda solidária
Embora deixe claro que a sanção por desaprovação de contas de um determinado órgão do partido não poderá ser descontada dos recursos dos órgãos partidários hierarquicamente superior, o substitutivo permite que estes órgãos assumam o débito parcelando-o em até 180 meses.

Outros débitos em execução pela Advocacia Geral da União (AGU) por prestações de contas já transitadas em julgado também poderão ser parcelados em até 180 meses, independentemente do valor e se já existir parcelamento em curso com prazo menor.

Relação de inaptos
Outra novidade no substitutivo de Gambale é que a Justiça Eleitoral deverá manter lista atualizada em sua página de quais órgãos partidários (estaduais, distrital, municipais e zonais) estão aptos ou não a receber recursos do Fundo Partidário.

Esses dados deverão permitir a emissão de certidão com data e horário e se não houver inaptidão o órgão será considerado apto a receber repasses.

O texto não especifica prazos para o lançamento de informações sobre a passagem de apto para inapto, assim caso seja realizado eventual repasse a diretório ou órgão que se encontrava inapto no momento da transferência, ele não precisará devolver o dinheiro se:

  • for comprovada a destinação regular dos recursos às atividades partidárias; e
  • as contas relativas aos recursos sejam posteriormente apresentadas pelo órgão destinatário com regularização retroativa do repasse.

Essa regra será aplicada ainda às prestações de contas de exercícios anteriores às mudanças do projeto, mesmo se transitadas em julgado ou em fase de execução.

Despesas regulares
O texto de Rodrigo Gambale considera despesa regular aquela que seja executada e registrada contabilmente pelo partido por meio de comprovação bancária e fiscal.

Além disso, diz que a falta de informação em documento fiscal idôneo, erro material ou falha formal não caracterizam irregularidade grave a ponto de implicar devolução de dinheiro público. Para isso, o partido terá de comprovar a destinação legítima dos recursos às suas atividades partidárias por meio de comprovantes bancários, contratos, atas, relatórios ou registros contábeis.

Finalidades
Quanto às finalidades de uso dos recursos do Fundo Partidário, o substitutivo aprovado permite que eles quitem encargos decorrentes de inadimplência de pagamentos, tais como multa de mora, atualização monetária ou juros, inclusive as relacionadas com contas anteriores e multas eleitorais.

Isso valerá para os partidos, seus dirigentes e seus candidatos, mas os recursos não poderão ser utilizados para quitar multas por atos infracionais, ilícitos penais e administrativos.

Confira outros pontos do PL 4822/25:

  • o pagamento de dirigentes partidários poderá ser por meio de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) se compatível com as funções exercidas e registrado contabilmente;
  • a prestação de serviços será considerada comprovada quando o dirigente exercer cargo ou função partidária registrado em documento perante a Justiça Eleitoral, dispensando-se prova adicional de execução de tarefas;
  • todos os órgãos partidários sem movimentação de recursos, em vez de apenas os órgãos municipais, serão dispensados de enviar declarações de isenção tributária;
  • o envio das mídias e arquivos contendo os programas de propaganda partidária e eleitoral para as emissoras de rádio e televisão será sempre gratuito para os partidos políticos, com eventuais custos suportados pelas emissoras.

Debates
Para o relator, deputado Rodrigo Gambale, o projeto traz alterações estruturais e necessárias na Lei dos Partidos Políticos para otimizar a gestão partidária, garantir a segurança jurídica das agremiações e harmonizar as normas de fiscalização com os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade.

Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Kim Kataguiri (MISSÃO - SP)

Kataguiri criticou a diferenciação tributária dada aos partidos políticos

Apenas deputados contrários à proposta discursaram em Plenário. Eles criticaram a ausência de fala dos parlamentares a favor do texto. “Quando não tem ninguém disposto a defender sua posição de forma firme, veemente, coisa boa muito dificilmente é”, afirmou o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Ele disse sempre desconfiar de propostas em que não há deputados inscritos a favor. Kataguiri criticou a diferenciação dada a partidos políticos em relação a empresas em quesitos tributários, penais e administrativos. “Se tiver condenação penal, se cometer crime, não vai poder penhorar, bloquear”, reclamou.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que a proposta tem aberrações como suspensão de dívidas com a fusão de partidos. “O partido se alimenta de dinheiro público, faz irregularidades de todos os tipos, e tem uma fusão e nada do partido podre passa para o novo partido. Ele não assume responsabilidade nenhuma, tudo é suspenso”, disse. Para ela, o texto está blindando partidos políticos e fragilizando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Prever que o fundo partidário possa pagar multas, juros e dívidas de partidos é um “pulo do gato” com dinheiro público, segundo a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS). “O cara mal utiliza o dinheiro, é multado e julgado e o dinheiro público vai pagar? Não tem como ser a favor disso”, criticou. Ela também criticou o aumento de parcelas em até 15 anos. “O pobre do povo tem cheque especial e precisa pagar senão tem juros, e os partidos terão 15 anos”, disse.

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Enquanto o Senado olhava para o STF, o Palácio do Planalto e as centrais sindicais aceleravam as articulações para o Dia do Trabalhador. A principal bandeira deste ano é o fim da escala 6×1, que ganhou um impulso significativo com o apoio explícito do governo Lula.

O que está em jogo:

  • Projeto de Lei com Urgência: O Executivo enviou ao Congresso um projeto para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, visando a extinção do modelo de apenas um dia de folga na semana.
  • Pressão Popular: Movimentos sindicais planejam atos em todo o país nesta sexta-feira para pressionar o presidente da Câmara, Arthur Lira, a pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema.

Embora o setor produtivo demonstre preocupação com o impacto no PIB e na inflação, o tema tornou-se o novo “termômetro” da base governista em Brasília, servindo como uma cartada política para fortalecer a popularidade do governo junto à classe média trabalhadora e ao setor de serviços.

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Marco Temporal e Conflitos de Terra: A proposta de conciliação de Messias https://tudotalnews.com.br/2026/04/29/marco-temporal-e-conflitos-de-terra-a-proposta-de-conciliacao-de-messias/ https://tudotalnews.com.br/2026/04/29/marco-temporal-e-conflitos-de-terra-a-proposta-de-conciliacao-de-messias/#respond Wed, 29 Apr 2026 18:19:32 +0000 https://tudotalnews.com.br/?p=32 Durante sua sabatina, Jorge Messias tocou em uma ferida aberta na política brasileira: a insegurança jurídica no campo. Em resposta ao senador Jayme Campos (União-MT), o indicado ao STF defendeu que a conciliação é o único caminho para resolver o impasse entre o direito à propriedade e as demarcações de terras indígenas. Messias citou como […]

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Durante sua sabatina, Jorge Messias tocou em uma ferida aberta na política brasileira: a insegurança jurídica no campo. Em resposta ao senador Jayme Campos (União-MT), o indicado ao STF defendeu que a conciliação é o único caminho para resolver o impasse entre o direito à propriedade e as demarcações de terras indígenas.

Messias citou como exemplo sua atuação na AGU, onde viabilizou acordos de indenização para proprietários de terras em áreas de conflito histórico no Mato Grosso e no Paraná.

“Não podemos retirar do proprietário legítimo o direito à justa indenização, nem transigir no que a Constituição estabelece para os povos originários. É possível conciliar”, afirmou.

Essa fala sinaliza como o possível novo ministro deve se posicionar em processos complexos que envolvem o agronegócio, buscando reduzir a polarização entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário sobre o tema do Marco Temporal.

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Sabatina no Senado: Jorge Messias defende “autocontenção” e se emociona na CCJ https://tudotalnews.com.br/2026/04/29/sabatina-no-senado-jorge-messias-defende-autocontencao-e-se-emociona-na-ccj/ https://tudotalnews.com.br/2026/04/29/sabatina-no-senado-jorge-messias-defende-autocontencao-e-se-emociona-na-ccj/#respond Wed, 29 Apr 2026 18:18:30 +0000 https://tudotalnews.com.br/?p=27 O grande foco de Brasília hoje foi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF, enfrentou uma sabatina de mais de cinco horas. O atual Advogado-Geral da União adotou um tom conciliador, tentando reduzir as resistências da bancada de oposição […]

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O grande foco de Brasília hoje foi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF, enfrentou uma sabatina de mais de cinco horas. O atual Advogado-Geral da União adotou um tom conciliador, tentando reduzir as resistências da bancada de oposição e dos setores evangélicos.

Os pontos principais da sabatina:

  • Postura Judicial: Messias defendeu a “autocontenção” do Supremo, afirmando que o Judiciário não deve ser o protagonista político, mas sim um garantidor residual de direitos.
  • Temas Sensíveis: Questionado sobre o aborto, declarou ser pessoalmente contra, mas ressaltou que o Estado é laico. Sobre o 8 de janeiro, esclareceu que sua atuação na AGU foi técnica e focada na preservação do patrimônio público.
  • Momento de Emoção: O indicado chegou a pedir um lenço ao se emocionar ao falar de sua trajetória, vindo do Nordeste, e de seus pais.

A estratégia parece ter funcionado para acalmar os ânimos, embora a oposição, liderada por nomes como Flávio Bolsonaro, ainda prometa uma votação apertada no plenário. Para ser aprovado, Messias precisa de 41 votos entre os 81 senadores.

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