IPCA Desacelera para 0,07% em Julho e Brasil Pode Ter Inflação Negativa em Agosto, Prevê Miriam Leitão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07% em julho, indicando uma forte desaceleração em relação aos meses anteriores. Com o resultado divulgado pelo IBGE, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,44%, voltando a ficar dentro do intervalo da meta definida pelo Banco Central (cujo teto é de 4,5%).

Diante do cenário, a economista e comentarista Miriam Leitão afirmou que o mês de agosto pode registrar deflação — isto é, uma taxa de inflação negativa —, trazendo um alívio temporário para o orçamento das famílias.

O que puxou a queda da inflação em julho?

A desaceleração do índice geral no último mês foi impulsionada principalmente por dois grupos de consumo:

  • Alimentos: Registraram queda média de 0,67%, com destaque para o recuo nos preços de itens essenciais como batata, tomate e café.
  • Combustíveis: A redução nos preços nos postos ajudou a segurar o indicador geral.

Em contrapartida, a energia elétrica seguiu na direção oposta e exerceu pressão de alta sobre o orçamento doméstico.

Perspectivas para agosto e o segundo semestre

Segundo análise feita por Miriam Leitão no Bom Dia Brasil, o comportamento dos preços nos últimos cinco meses aponta para um bimestre favorável em agosto e setembro.

“Agosto vai ser ótimo. É possível que seja uma inflação negativa, uma deflação”, destacou a jornalista.

Apesar da previsão otimista para o curto prazo, economistas alertam para fatores de incerteza no segundo semestre que podem voltar a pressionar os preços até o fim do ano:

  1. Tensões internacionais: Conflitos geopolíticos podem impactar a cotação global do petróleo e encarecer os combustíveis.
  2. Fatores climáticos: Fenômenos como o El Niño podem afetar a produção agrícola e elevar novamente o preço dos alimentos.

Por que a percepção de custo alto continua no supermercado?

Embora o IPCA aponte desaceleração, muitos consumidores relatam que o valor das compras segue pesado. Miriam Leitão esclarece que o IPCA mede a variação percentual dos preços, e não o patamar absoluto em que eles se encontram.

Além disso, o alto nível de endividamento das famílias compromete boa parte da renda com o pagamento de juros e parcelas, reduzindo a sobra de orçamento para o consumo diário.

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