Rogério Barra chega à disputa federal com 58 medidas encaminhadas pelo mandato à Justiça e aos órgãos de controle

Candidato a deputado federal pelo PL, parlamentar apresenta balanço da atuação em saúde, educação, infraestrutura, contratos e serviços públicos; 22 iniciativas continuam em andamento.

Ao longo de sua atuação como deputado estadual, Rogério Barra (PL) encaminhou 58 medidas à Justiça e aos órgãos de controle para cobrar explicações, investigar possíveis irregularidades e defender a correta aplicação dos recursos públicos. Desse total, 22 iniciativas continuam em andamento.

Agora candidato a deputado federal, Rogério apresenta o trabalho realizado na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) como uma das principais credenciais para representar o estado na Câmara dos Deputados.

“Foram 58 medidas envolvendo contratos, obras, saúde, educação e serviços públicos. Sempre que encontramos algo que precisava ser esclarecido, buscamos os órgãos responsáveis, apresentamos documentos e cobramos providências”, afirmou.

Contratos e obras públicas

Entre as iniciativas está uma ação popular que questiona o edital de quase R$ 927 milhões para os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos em Belém. O processo aponta possíveis irregularidades na contratação e permanece em análise na Justiça.

Na educação, o mandato encaminhou ao Ministério Público do Pará um pedido de investigação sobre contratos que, segundo levantamento do deputado, resultaram no pagamento de cerca de R$ 500 milhões a uma única empresa em dois anos.

Rogério também acionou órgãos de controle para apurar possível superfaturamento na reforma do Canal da Doca, obra com valor superior a R$ 322 milhões. A apuração encaminhada ao Ministério Público Federal continua em andamento.

“Uma obra de centenas de milhões de reais precisa ter prazo, qualidade e prestação de contas. A população tem o direito de saber como cada centavo está sendo utilizado”, declarou o parlamentar.

Outra medida pediu a investigação do contrato emergencial firmado pela Prefeitura de Belém com a empresa Auto Lances. A contratação sem licitação foi assinada em abril de 2025, mas, pouco mais de um mês depois, a própria empresa pediu a rescisão.

Saúde, educação e serviços essenciais

A fiscalização também alcançou áreas que interferem diretamente na vida da população. Após a suspensão de mamografias e exames preventivos em distritos de Belém, o mandato acionou o Ministério Público do Pará para cobrar informações e providências.

Em Tucumã, Rogério solicitou a apuração das condições estruturais da Escola Geraldo Ângelo Pereira. A unidade apresenta problemas registrados desde 2019, afetando alunos, professores e servidores.

No Marajó, o deputado reiterou ao Ministério de Minas e Energia o pedido de implantação de sistemas elétricos para atender comunidades que ainda vivem sem acesso regular à energia. Também acionou o Ministério Público para investigar os critérios utilizados na cobrança de tarifas do transporte hidroviário em Salvaterra.

“Fiscalização é cobrar o exame que deixou de ser realizado, a escola que precisa de estrutura, a energia que ainda não chegou e o transporte que pesa no bolso do trabalhador”, disse Rogério.

Em Santarém, o parlamentar acionou o Ministério Público e o Tribunal de Contas para apurar possíveis irregularidades na reforma do Estádio Colosso do Tapajós. A obra começou após uma ordem de serviço assinada em novembro de 2021, mas permanece sem conclusão e teve a previsão de entrega transferida para 2027.

Experiência que Rogério quer levar para Brasília

Parte da atuação do mandato também envolveu decisões do Governo Federal. Diante da preocupação dos produtores paraenses com a importação de cacau, Rogério pediu à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União que apurassem possíveis irregularidades e os impactos das medidas sobre a produção nacional.

Como candidato a deputado federal, Rogério afirma que pretende ampliar esse trabalho, acompanhando a aplicação de recursos federais no Pará e fiscalizando decisões que atinjam a economia e os serviços públicos do estado.

“Eu chego à disputa para deputado federal apresentando trabalho, experiência e resultados. Quero levar para Brasília a mesma disposição para fiscalizar, cobrar transparência e defender os interesses do Pará”, afirmou.

Para Rogério Barra, o balanço do período na Alepa demonstra que a fiscalização não ficou restrita aos discursos, mas foi transformada em ações formais perante a Justiça e os órgãos de controle.

“Cada documento protocolado representa uma cobrança feita em nome da população. Quero ampliar essa atuação na Câmara dos Deputados e garantir que o Pará tenha uma representação firme, atuante e preparada”, concluiu.

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