O Instituto Datafolha dá início, nesta terça-feira (6), ao primeiro levantamento de intenção de voto focado no segundo turno da eleição presidencial. As entrevistas em campo seguem até a quinta-feira (8), data estipulada para a divulgação oficial dos resultados durante o período da noite, conforme antecipado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Financiado conjuntamente pelo grupo Globo (TV Globo e O Globo) e pelo jornal Folha de S.Paulo, o estudo presencial abordará 2.520 eleitores em diversas regiões do país. A amostragem conta com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e orçamento total estimado em R$ 384,5 mil.
Metodologia e abordagem das entrevistas
A coleta de dados estrutura-se a partir de uma abordagem espontânea inicial, indagando ao cidadão em quem ele votaria caso o pleito ocorresse de imediato. Em seguida, aplica-se o modelo estimulado, no qual os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro são apresentados diretamente para a escolha do entrevistado.
Além da preferência direta, o levantamento investiga o nível de convicção da escolha, aferindo se o eleitor considera o voto definitivo ou se admite alterar sua opção até o dia da votação. O questionário mede, simultaneamente, os índices de rejeição individual de ambos os postulantes e a aprovação popular referente à atual gestão do governo federal.
Análise do perfil e do histórico do eleitorado
Um dos eixos centrais do levantamento é mapear a transição dos fluxos de votos provenientes do primeiro turno. Para isso, os entrevistadores checarão a participação do cidadão na etapa anterior e o momento exato da tomada de decisão — oferecendo opções que variam de semanas antes da votação até o próprio dia do pleito.
O levantamento contempla ainda a parcela da população que abstave-se da votação inicial. Nesses casos, a pesquisa busca identificar os fatores determinantes para a ausência nas urnas, considerando variáveis como:
Viagens ou ausência do domicílio eleitoral;
Problemas de saúde;
Desinteresse geral com o processo político ou com as candidaturas postas;
Falta de hábito eleitoral ou dificuldades financeiras de deslocamento;
Distância logística até a seção eleitoral;
Demandas familiares e cuidados com dependentes.





